saborconquista

 

Título: O Sabor da Conquista

Autores: Michael Krondl

Editora: Edições 70, Lda

ISBN: 978-972-581-44-1441-6

 

Este livro não é uma novidade. O seu conteúdo e a forma conforme está escrito levou-me a sugerir, apesar de ser uma edição de 2009. Já conhecia este livro editado em 2008, em português, mas do Brasil! Recentemente fui surpreendido quando me chega esta edição, pelo correio. Descobri-lhe outro encanto e que me leva a sugerir aos meus leitores.

Assim começa o Prefácio pelo autor: “Escrever este livro foi uma grande aventura! Cheguei a comer em casa de indianos plantadores de pimenta e de venezianos de sangue azul. Conheci aventureiros holandeses e marinheiros portugueses. … Haverá alguma coisa mais divertida do que estudar a comida?” Possivelmente também poderá ser mais divertido, comer essa comida! Mas este prefácio, como na maioria dos livros, deve ser lido até ao fim.

No primeiro capítulo, que denomina de Primeira Prova, tem uma sequência de textos de introdução ao movimento das “descobertas”. Seguem-se três capítulos dedicados a cidades que nos revelam o mais importante, e as circunstâncias do comércio global das especiarias e centrados em três cidades que são o tema de cada capítulo: Veneza, Lisboa e Amesterdão. Reli os textos com muita atenção, maior do que a que lhe dei em 2008, relando as experiências e contactos do autor em cada cidade. Talvez porque a edição de 2008 não tenha a tradução atrativa que encontrei nesta edição portuguesa de 2009. Aproveito para referir que esta edição, que recebi pelo correio, em envio especial do meu Amigo Carlos Pinto.

Para terminar um “Epílogo” dedicado a Baltimore e Calecute. Para vos seduzir a ler este livro, os textos parecem um livro de viagens, com descrições curiosas e que nos fazem entrar nas conversas. As Descobertas, ou os seus relatos, são verdadeiramente relatos de viagens com os quais aprendemos História. O livro inclui mapas que ilustram bem ao viagens e os locais de partida e acostagem.

Não sendo novidade, um bom livro de leitura e aprendizado.

(nesta edição, por lapso, na página 190, linha 19, onde está 1678, deverá ler-se 1578)

© Virgílio Nogueiro Gomes