Pão de ló de Margaride

 

 

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Cartaz do Festival

 

Realizou-se nos dias 28 e 29 de março de 2026 a XVI Edição do Pão de ló, em Felgueiras, no qual tive a oportunidade de ter uma ligeira participação. Margaride é um bairro de Felgueiras e até há pouco tempo sede da freguesia com o mesmo nome e também conhecida por Santa Eulália. Ora é Margaride que dá denominação a um dos mais conhecidos pães de ló e sobre o qual é sempre importante falar e escrever.

 

 

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Os 5 Pães de ló de Margaride

 

A denominação “pão de ló” é encontrada nos registos em português com uma receita do século XVI, mas que não corresponde aos produtos que encontramos a partir dos finais do século XVIII. É no livro de Lucas Rigaud, 1780, que descobrimos uma receita semelhante a alguns pães de ló que atualmente encontramos. Não consegui descobrir a sua origem. Nem porque se chama de “ló”. Ló era a designação de um tecido muito fino, e na China era também um recipiente arredondado de barro. Sem rigor documentado posso pensar que o “ló” seria para passar a farinha para a massa.

 

 

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Cerimónia de abertura com as bandeiras dos países estrangeiros, e as bandeiras do municípios presentes

 

Era e é um processo delicado a adição de farinha. Encontrar um “grumo” de farinha no pão de ló é uma grande defeito como o é também quando fica com sabor afarinhado. Nos pães de ló mais delicados, outrora também chamados de ricos, a quantidade de farinha é sempre inferior à quantidade de açúcar e no caso do Pão de ló de Margaride a quantidade de farinha é metade, ou, menos de metade da quantidade de açúcar e o envolvimento da farinha é apenas na fase final depois de o açúcar estar já bem diluído nos ovos. Assim se aprende no excelente vídeo, “Os gestos dos sabores”, 2008, que a saudosa Maria de Lourdes Modesto apresenta com a colaboração de Maria Leonor Rodrigues e Maria Manuela Máximo. O Pão de ló de Margaride coze em formas de barro forradas com papel grosso e depois coberto/tapado por outra forma de barro. Esta prática de cozer o pão de ló em formas de barro forradas com papel parece geograficamente relacionado com a zona norte que vem até Ovar.

 

 

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Pão de ló “Burguês”

 

Mas voltemos ao Festival onde surgem os cinco produtores de Pão de ló de Margaride, expostos em mesa próximo ao grande palco de festival. Depois na zona de expositores aparecem todos os produtores locais mais o Pão de ló de Vizela, também conhecido como “coberto”, o Pão de ló de Ovar, o “burguês”, …

 

 

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Bolinhol, ou Pão de ló de Vizela ou Coberto

 

 

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Pão de ló de Ovar

 

Este Festival parece ter todos os elementos para se transformar num festival nacional e onde deverão constar outros pães de ló com identidades bem marcadas como os de Coimbra, de Figueiró dos Vinhos, de Alfeizerão, de Alpiarça, de Arouca, de Aveiro, de Freitas, de Soure, … e muitos outros. E por que não fazer em simultâneo um “colóquio” analisando o pão de ló na sua vertente cultural?

Neste festival em Felgueiras estiveram quatro chefs convidados com demonstrações culinárias. Começou o chef Flávio Silva, e depois mano a mano a chef Justa Nobre (também madrinha do Festival) com o chef Rui Martins que apresentaram exemplos de sobremesas com a massa do pão de ló, e por fim o chef japonês Akio Sato, da Embaixada do Japão.

Eis a valorosos cinco Pães de ló de Margaride:

 

 

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Leonor Rosa da Silva Sucs

 

 

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Mário Ribeiro

 

 

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Casa Rosa Sousa

 

 

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São Pedro Vanilla Dreams

 

 

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Da Tia

 

Não é necessário dar a receita! Está bem divulgada. Façam a prova e depois elejam o vosso melhor.

Bom Apetite!

© Virgílio Nogueiro Gomes

Não posso esquecer a visita fantástica que me proporcionaram ao Mosteiro de Pombeiro, e por isso aqui fica uma imagem da fachada:

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Mosteiro de Pombeiro